terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sobre enxergar além


Da janela principal nós aprendemos a enxergar. É pra ela que olhamos ao sair dos quartos, e pra ela que fugimos quando as lagrimas vem. É nela que recostamos nas melhores risadas, nos grandes momentos. No meu caso, acostumei a dormir em frente à mesma. Seja olhando pelo reflexo os carros da rua, que ali parecem voar, ou seja debruçada nas insônias intermináveis.

Sempre ao cair da noite, é possível ver, um andar abaixo, uma TV que é ligada por uma senhora que parece acompanhar nossa falta de sono. Ela fica ali sentada, como se a programação habitual fosse mero enfeite para sinalizar que está presente. Às vezes se levanta, tira ou põe um roupão surrado, mas nunca olha pela janela. Talvez por que da dela, ela não teria a resposta que temos.

A torre mais alta acende suas luzes de um azul cintilante e chamativo, anunciando que o movimento apenas começa no observatório, no restaurante, na casa noturna. Desafiando os que a observam a se tornarem, de lá, observadores. Talvez de lá, a vista tenha mais brilho. Mais das luzinhas cintilantes que me fascinam, mas sem o sentimento de posse que nossa vista me traz.

Nas janelas pequenas, camas são feitas, desfeitas, usadas. Pessoas passam aos meus olhos por aqueles pequenos quadrados, como quem zapeia irritantemente canais na televisão. Alguns desdenham, fecham cortinas, tapam a visão. Outros param, olham, mexem. Invariavelmente eles estão com minha imagem ao avesso. Enxergam o outro lado que, talvez, não tenha os comentários ou o mesmo brilho que a minha janela.

No hotel logo em frente as luzes nunca se apagam. O letreiro recebe aqueles que vêm e vão, muitas vezes ansiosos por chegarem em suas janelas próprias. E por toda noite, o apagar, acender e manter das luzes nos indica chegadas, partidas, ou suposições de medos do escuro. Talvez o exagero de janelas ali deixe nossas imaginações, aqui, sortidas demais.

Das ruas que se pode ver, parece que nada ficará estático. Sirenes, buzinas, freiadas, gritos e os sons dos ônibus que transitam levando, em janelas, quem termina e quem começa seu dia. E o inconfundível som das conversas que nos chegam como murmúrios. Talvez, daqui de cima, o mundo seja outro, enxergado lá de baixo com uma percepção que talvez eu não seja mais capaz de ter.

Aos poucos as luzes vão se apagando, as cortinas se fechando e as janelas vão tomando ares enfadonhos e monótonos. Daqui fica-se à espreita de uma surpresa sorrateira, como uma insônia repentina na terceira janela da segunda fileira do prédio número três. Ou uma continuação de festa na cobertura do prédio um. Quem sabe, por que não, um sexo distraído em algum dos quadrados pequenos. Talvez a gente passe a noite fantasiando aventuras para cada pequeno quadro bisbilhotado.

Em certo ponto sempre se entra em contradição. A cidade dorme, a cidade nunca dorme. E da minha janela, fica a espera de que o dia comece a clarear e os pequenos quadradinhos mudem de cor. Da nossa janela ficam aventuras, lembranças e saudades demais pra quem vê em janelas, apenas janelas.

Da nossa janela, é irônico dizer o que vemos. Construímos um mundo.

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Aos queridos Brê, May, Pedro, Pri, Raul, Pablo, Cappie, Lívia e Lucas. Mas especialmente a Mari e Anilton. Por todos os dias, que juntos, exergamos além. E construimos mundos.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Do princípio ao fim

Me perdoa se eu peco em desejar desejos absurdos e em sonhar o surreal
Me perdoa pelo mundo de quimeras, fantasias e irreias pr'onde insisto em mudar
Me perdoa se o que quero envolve o enlace de nossos dedos e o calor dos nossos corpos
Me perdoa se no começo do meu imaginário nos entregávamos além do que fomos
E nos tornávamos além do que somos
Me perdoa se peço perdão a mim por não me perdoar pelo meu querer
E querer mais
Me perdoa, e assim, me faz eu.

Me desculpe se penso demais nas noites que nunca terminam
Ou se me entrego às madrugadas
Me desculpe se no aguardar da aurora me limito ao não agir
Me desculpe se lhe permito me julgar pelo erros que aceito
Me desculpe por aceitar como normal o que pode preocupar
E me preocupar com o que não lhe revelo
Me desculpe se reajo na velocidade das batidas de um coração
Que já pode estar disritmado.
Me desculpa, e assim, me toma algo teu.

Me aceita pelos meus erros, porque eles me ensinaram a acertar
Ou aceita pelos defeitos que tornam o bom, melhor
Aceita pelo que ofereço
Mesmo que isso faça com que espere demais
Aceita as precipitações, preocupações, pressentimentos
Por tudo aquilo que vem antes do que deveria
E me ocasiona estragar o que há de chegar
Me aceita, porque eu me aceito, me desculpo e me perdoo.

E paremos com perdões, desculpas e aceitações.
Ou paremos com nós.
Ou apenas, paremos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O anjo mais velho

Meu bom amigo,

Por mais que às vezes tenho a sensação de que alguns momentos estão a um piscar de olhos de distância, o tempo passou mais rápido do que imaginávamos. Já são dois anos desde que a falta de você se fez eterna. Tantas coisas giraram o mundo sem os seus comentários tão sagazes! Muito mudou em nós, muito retrocedeu e muito continua o mesmo, como você deixou.

É duro começar a enxergar todos os dias que não somos mais aqueles quase crianças de quando nos conhecemos. A idade tem mudado os nossos corpos, cabeças e realidades. Nossos amigos se lamentam do preço do rum e discutem empregos e vidas pós academicas. Os estudantes já são profissionais e os médicos da turma estão praticamente doutores prontos. Deixamos de ser tão filhos, para sermos homens. E pela primeira vez, como tanto esperávamos, um de nós já será pai.

Casais antigos se mantiveram, desfizeram e novos surgiram. Amigos se tornaram maridos, viajantes, amantes... Pessoas novas foram agregadas, como sempre questionadas e em sua maioria aceitas. Não perdemos o senso crítico bem humorado, nem tampouco o jeito único de acolher quem nos aceita tão defeituosos e pretensos perfeitos.

Trabalhamos os defeitos e em muitos casos conseguimos deixa-los piores! Trabalhamos a importância que temos e com isso a paciência acabou por se tornar suficiente aos defeitos ampliados. Ainda tentamos nos impressionar, ficamos de bico, sentimos saudades, discutimos besteiras, ouvimos de tudo, conhecemos o que é novo, reclamamos de coisas absurdas, conversamos papos sem sentido e ainda sorrimos.

Eu ainda sumo quando me sinto perdida, mas não tenho mais você me chamando de “Wally”. Ainda tenho medos bobos e superei sustos antigos. Eu ainda me sinto estranha e ao mesmo tempo a vontade perto de algumas pessoas. Mas eu agora me pego sorrindo do nada, enquanto pisco os olhos repetidas vezes, tentando guardar bem dentro da memória alguns momentos.

Por muitas vezes nós nos afastamos, nos julgamos, e acreditamos que, com cada um em seu caminho, seriamos todos lembranças. Mas no fundo passamos os dois últimos anos sentindo falta do mesmo lugar imaginário onde costumávamos ser família. E assim, ainda alugamos a tua família como nossa, ainda bebemos como jovens que acreditam que uma noite será a última. Agora, com a consciência de que qualquer uma pode realmente ser.

Por isso a gente se olha quase se absorvendo, lembra de tiques e manias bestas e caçoamos de nós mesmos. A gente reconta as melhores histórias, as melhores fotos, os grandes dias. Seja para que um alimente a memória do outro, e nunca deixe nenhum pedaço partir, ou para reservar repertórios ao próximo Clube que se formará.

A maioria de nós ainda não sabe pra onde está indo, o que vai ser quando realmente crescer. Grande parte não vai saber ou nem quer. Mas dá pra sentir de longe que cada um sabe de onde veio, o caminho que percorreu. E em comum, mais do que algumas doses regadas a coca ou cervejas, temos vestígios de uma vida que se foi. E sabemos que juntos, esses vestígios e sorrisos chegam mais perto do que é, foi e será real.

Já se aprendeu que a vida segue, que é tão curta, que deve ser grande. Mas há de se respeitar a saudade , sempre, independente de quando ela vier. Porque nos melhores ou piores momentos ela nos lembra a importância de, quando nos perguntarem se estamos bem, afirmarmos que sempre estaremos juntos.

Uma carta a Abílio que se foi. Pelos amigos de sempre e por Sofia, que chega.

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"O anjo mais velho" é o título de uma canção de "O teatro mágico", cujo refrão diz "Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você".

As atualizações ainda andam escassas, o que vou melhorando, e eu acho que, em definitivo, não sei mesmo fazer um layout. Deixo tudo assim...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quando há chuva

Deslize pelo meu corpo o cansaço, retire de meus ombros a dor
Que enxarquem todos cachos do cabelo, borre a maquiagem, dissolva-se às lágrimas
Escorre entre meus dedos, água
E deságue a correr em valas, pelo chão de encontro aos pés e sapatos
Lava sentimentos sem sentido, irrigue sementes que nascem em mim
Desconcerte com com trovões e relampejos os pensamentos
Provoque meus desejos. Seja eu.

Chova-me
Tempestade-me
Temporal

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A dança

O primeiro passo soou desconexo. Enquanto não se permite sentir o ritmo, não se acredita saber dançar. Qualquer um sabe dançar, de acordo com o ritmo a que se entrega. Não digo da dança bem coreografada. Apesar de amar a dança com este viés, aprendi que dançar ultrapassa o limite dos passos e se resume a sensações. Toda dança é por fim um simples encontro. E um bom encontro, como uma boa dança, tem passos casados e ritmos, que com um fechar de olhos, transportam.

A segurança em acreditar saber dançar te possibilita, ao sentir a aproximação do som, o risco do primeiro passo. Não que uma dança solo não te satisfaça. Mas certos ritmos te convidam ao par. Por mais segura de sua dança, uma pessoa comum sempre repensa o primeiro passo. Dá-lo, te classifica extraordinário diante de seu orgulho próprio. Primeiro os olhos convidam, as palavras chamam e por fim a aproximação dos corpos, à mercê do som, atrai.

As notas iniciais da música já se passaram e os acordes soam como um prefácio bem escrito, atraindo um leitor sedento às próximas páginas. É quando finalmente os músicos deixam de lado os atrativos e fazem com que toda a pista reconheça a canção. Conhecendo a música, os passos desconexos ganham a mínima firmeza de acreditar que estão em solo conhecido. Mas e se de repente a velha canção ganhou novos arranjos?

Os corpos já não querem se perder do ritmo e se enlaçam a cada virada. Braços, mãos, pernas e troncos se unem como que desesperados por uma sincronia que acontece naturalmente. E se percebe que braços, mãos, pernas e troncos se tornaram apenas artifícios para manter corpos unidos, testando os limites da sincronia tão natural. Antes de se perceber, eis a dança.

Do suave balé, ao agressivo tango, a dança te consome. Te desgasta, exaure e, principalmente, te tira o fôlego. O suor, os músculos tensionados, o coração a mil. Você sente a dança das formas mais violentas e surpreendentes. Mesmo assim continua a dançar. E a canção parece que te ajuda. Ela deixa notas que fazem pender a cabeça no colo que te acompanha, levando à fragilidade desta entrega.

Nas grandes danças, os últimos acordes são como o fim de um chocolate que derreteu rápido demais, deixando na língua um gosto de gula, de mais. Entretanto, na dança, o jogo de sensações de deixa além de gostos. São tatos, visões, cheiros e sons quase inaudíveis que muitas vezes te instigam a continuar dançando, e dançando, e dançando.

É, pois então, a grande verdade das boas danças de salão (tão aparentemente cercadas e tão imensamente livres). Elas pertencem a dois. Por mais que o resto das pessoas insistam em avaliações, correções e medidas, todo o encanto dos movimentos são legíveis apenas pelos que se permitiram dançar. Só a eles interessam os passos, os pisões, a sincronia, o suor e os sentidos.

Assim, ao que o som de esvai e os olhos se abrem, você percebe que tudo ao redor continua o mesmo e ao mesmo tempo tudo ao redor de você mudou. Um bom parceiro te enlaça a cintura novamente e continua no ritmo da nova canção que se iniciou ali. E todas as canções já te pertencem, já que você sabe dançar. Os olhos se fecham novamente, para que num suave murmúrio você peça: “Me avise apenas quando a nossa canção acabar”, sem saber que algumas canções são quase eternas, como o saber dançar.

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Eu não voltaria aqui antes de um novo, belo e arrojado layout. Mas meu talento pra coisa é nulo.

Do antigo eu simplesmente cansei, não quero mais mesmo! E hoje senti falta de estar aqui, de deixar aqui a minhas idéias soltas e embriagadas. Então fica assim até eu resolver o problema.

Obrigado aos novos visitantes e lhes devo sérias visitas. Por agora, desculpem, mesmo!


sábado, 29 de agosto de 2009

Uma outra abordagem da solidão

Eu tenho tentado. Mas talvez meu erro, por fim, tenha sido a mania de me fazer feliz agradando. A conivência, comum às tentativas de realizar o outro, também é um pecado. Um pecado particular, onde a entrega tira um pouco de nós e deixa um vazio solitário que espera pelo o que o outro irá devolver. Digo por mim, ser o pecado egoísta mais altruísta que conheci.
Mas para seres que nascem do pecado, amar o outro deveria perdoar qualquer pecado. O próprio pecado deveria se entregar à conivência dos momentos em que nos fazemos, por amor, inertes. Definir amor, assim, é o mesmo que tentar que uma criança enteda equações ou fazer uma mãe explicar o sentimento durante o parto. Complexo demais, subjetivo demais.
Talvez para quem leia, a conivência, como forma de fé ou esperança, não seja mesmo face de um sentimento esquizofrênico. Porém, o princípio é de uma validade completamente humana: ao enteder que o seu amor é diferente do meu, respeito as multi personalidades que um amor entre duas pessoas pode ter. Eu entenderia o meu amor, já você, leitor, poderia enxergá-lo com um mero conto de fadas em tempos modernos.
O fato de nos idealizarmos com alguém faz com que a cada novo amor nos entreguemos à possibilidade de que há a possibilidade de sermos inteiramente felizes. E sim, falei me referindo a cada um dos amores que surgirão pela vida. Afinal, não há por que eu acreditar que só se ama uma vez se já concordei que o amor são vários. E quero mesmo acreditar nisso.
Não vou mais teorizar sobre o que defino ou do que se explique sobre. Vim dizer apenas das tentativas, das conivências e das solidões de todos os dias (meus e quem sabe dos seus?). Se não fosse minha mania exagerada de ser prolixa nos sentimentos, este texto se encerraria na segunda frase. Mas alguém já disse uma vez que perder-se, também é caminho. O afastamento talvez aproxime e desenrole uma solidão de quem se fez, por um amor, sozinho.
E olhe bem, eu digo vivas aos nossos pequenos contos de fada! São válidos e mais verossímeis do que muitos pensam. Em cada amor, daqueles que não se acabam quando a história termina, há um pouco da magia das histórias dos livros. Agora, apenas sinto que no fim de cada conto lido olhamos ao redor à espera da realidade. Ou de um lugar, que no meio de todos os outros, não sintamos apenas a falta.

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Último texto no blog assim.
Um novo layout, uma nova cara, para uma nova vida.
Para mim é tempo de recomeçar, porque qualquer hora pode ser um recomeço.
Times like these...

domingo, 9 de agosto de 2009

Porque o tempo é pó

Ele sabia de praticamente tudo! Mas praticamente tudo, sinaliza que faltava algo. Não sabia consertar o velho toca discos, não cantava bem e ninguém lhe ensinou a ser pai.
Não era simples como alguém que foge de aulas, reprova ou simplesmente não se interessa pelo assunto. Não teve instruções para tal, era isso. Se tentou, não se sabe, mas que não aprendeu, era fato. E não lhe venham com a conversa mole de que “certas coisas se aprende com a vida”, porque para ele, então, a vida havia sido anti-didática.
A cada ano se fechava mais, se tornava mais um não pai. E os filhos, que souberam nascer filhos, acabavam inevitavelmente se tornando menos filhos. Só a falta se tornava mais. Talvez a falta do sentimento imaginário, do lugar inexistente que construía magicamente as relações e que, de alguma forma, não passara por ali.
Mas ele era quem sabia de praticamente tudo. E praticamente tudo ainda significa muito. As meninas cresceram com os olhos de admiração. A admiração ao homem de quem herdaram os mínimos e máximos. Dos traços do nariz fino, dos lábios e o tom da pele. Do mau humor repentino e até mesmo a argumentação.
De pequenas, nos momentos sozinhas, comentavam entre si e disputavam quem se parecia mais. Adultas, evitavam reconhecer nelas próprias o que as irritara durante o crescimento. Mas riam quando se viam com o sorriso torto, algum trejeito peculiar ou pós crises ranzinzas.
E para quem nisso crê, a admiração é também essencial ao amor. E o amor nasce pelo alguém a quem se admira por lhe entregar a vida, lhe apresentar o lar. Ou até mais simplesmente pela tentativa de consertar o toca discos e pelos, raros, cantos desafinados.
O amor se revela com o tempo, com o valor que se dá às pequenas coisas. Mesmo um amor diamante, nascido do que se aparenta bruto.
No brilho de coisas simples do dia a dia e ao enxergar nos olhos do homem que sabe praticamente tudo, a consciência do que não se sabe. Na certeza, talvez um desejo, de que todos os erros cometidos buscam o melhor (mesmo que dos piores modos). E nos momentos mais doloridos, o amor está bem junto do olhar perdido de alguém que não saberia te perder e que não saberia dizer isso, simplesmente porque não lhe foi ensinado.
E assim o amor passa por ciclos, embalados pela emoção de uma música favorita tocada no rádio ou com a letra da canção que te mostra que homens podem ser heróis e bandidos. E que mesmo sem saber fazer isso, são muito pais.

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Por amor e pelo amor, que tornam o tempo pó: passado, presente e futuro.
Que fará com que o tempo geres lindos avôs.

9 de agosto de 2009